terça-feira, 20 de dezembro de 2011

O amor

   
   Sendo alguém de emoções totalmente fortes e intensas, as relações afetivas não poderiam ser diferentes. Pelo menos comigo, sempre foram assim.
    Meus relacionamentos começam intensos o bastante pra me fazer pôr os pés pelas mãos e praticamente sufocar o pretendendo de tanto carinho e admiração. 
    Estou em um relacionamento há 2 anos e 5 meses e hoje em dia é tranquilo e estável. Apesar de eu ainda perder o controle e provocar brigas, elas são bem menos frequentes do que há tempos atrás. Onde eu seria capaz de tudo pra conseguir aquilo que queria. Ainda sou bastante possessiva e exigente, mas sem explosões e situações criadas pra me sentir mais rejeitada e implorar por mais atenção e provas contantes de amor. 
    Hoje estou bem e feliz nesse sentido, mas nem sempre foi assim. Sou exagerada e 1 mês de "amizade colorida" já é suficiente pra me fazer entregar os pontos e idealizar um príncipe encantado perfeito. E é lógico que ele não existe. Nem pra mim, nem pra ninguém. Seres humanos são compostos por características boas e ruins. Acredito na dualidade de todas as coisas. ninguém é totalmente bom e ninguém é totalmente mal.     Pena que nem sempre tive consciência disso. E infelizmente ela ainda é pouco perto do que deveria ser.
    Não sei se vocês são como eu, mas conheci outros borders que são. Então falo por mim e por eles. Eu idealizo demais as pessoas, o que geralmente me fazia confundir as coisas. Amei demais, me iludi demais e quebrei a cara várias vezes.
    Comecei a namorar cedo demais, perdi muito tempo brigando por ter perdido o carinho em poucos meses. Troquei de companheiro pensando que daria certo e novamente foi a mesma coisa. Grande idealização e grande decepção. O que termina com tudo.
    Outra questão, a confusão diante de tudo. Por experiência própria, com amigos e conhecidos, posso garantir que declarações inesperadas são detestáveis. Muitas vezes acreditamos estar amando perdidamente alguém que será o único, e não é. As vezes não passa de confusão, de acreditar que o carinho e a atenção de um amigo significa que ele seria um ótimo companheiro. Ou que aquele carinho não é apenas um carinho de amigo atencioso. 
    Declarações inesperadas são chatas, inconvenientes e podem o fazer perder a amizade e o carinho da pessoa idealizada. Se não for completamente lógico que o outro está correspondendo e irá gostar, e isso só se tem certeza com o tempo. Ou se você receber sinais claros de amor, e não imaginários. Lembrando que carinho e dedicação, nem sempre é amor. Sou bastante carinhosa e atenciosa com os amigos, no entanto, não tenho nenhuma pretensão de me relacionar com nenhum deles. E detestaria se um deles pensasse o contrário.
    Então, eu entendo assim. Forçar o outro a ouvir seus sentimentos por ele, geralmente não ajuda, só atrapalha. Ainda mais pra pessoas como eu, que sentem muito mais a rejeição do que qualquer outro sentiria.
    Tempo e paciência trazem à nós as pessoas certas, na hora certa. Claro que esta é a minha opinião, minha verdade. Mas cada um sabe o que é melhor pra si. Esta é apenas a dica de alguém que já se decepcionou muito na vida e sabe do que está falando! Pra evitar que seus coraçõezinhos sofram ainda mais do que já sofreram.
    O amor é algo muito diferente da explosão se sentimentos que costumamos sentir no início. Mas também é claro que todo amor surge de uma grande paixão, desde que ela seja bem correspondida. 
    Bom pessoal, estamos à menos de 2 semanas pro fim do ano. Então desejo a todos que o próximo ano seja melhor do este! Que tenhamos paz e principalmente força pra enfrentar o que vier e quem sabe sermos felizes como nunca!

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

2012

    

    Meu maior desejo pra 2012...que o mundo realmente acabe. Que exploda logo e vire tudo fumaça. Vai acabar, uma hora tem que acabar. Do mesmo jeito que começou e que os dinossauros foram extintos, que seja extinta a raça humana. 
    O maior dos problemas, o homem. Acho que o mundo começou a ser morto aos poucos a partir do momento em que o ser humano surgiu. Estou triste, decepcionada. Não apenas com a minha vida, com a minha mente doentia e com tudo à minha volta. Estou realmente muito decepcionada com as pessoas em geral. Incompreensivas, críticas, cruéis. 
    É só minha opinião, baseada apenas naquilo que sinto na minha minha vida, mas acredito que o causador de todos esses transtornos psicológicos e de toda essa dor, seja o ser humano. Aquele que aponta, que magoa, que ilude. Aquele que destrói cada traço de esperança.
    Segundo os médicos, eu sinto mais do que deveria, eu crio situações, aumento as coisas. Popularmente "faço tempestade em copo d'água."  Mas pensando bem, não acho que seja isso. Acho apenas, que consigo analisar pequenos detalhes, aqueles em que a maioria das pessoas fazem vista grossa. Eu paro e penso, sobre cada detalhe. Atenciosamente a cada detalhe. E tiro conclusões bem precisas de cada coisa. Talvez a minha reação seja exagerada. Mas tudo aquilo que aponto, tem sim um fundo de verdade. A diferença entre mim e outras pessoas, é que as outras se calam e eu jogo tudo pra fora, com a mesma forma que as emoções pulsam nas minhas veias. Com a mesma velocidade que o meu coração bate. Com a mesma força que faz meu corpo tremer. Não sei controlar nada disto. As emoções simplesmente saem, com a mesma facilidade de uma gota de suor durante uma longa corrida. Não existe uma forma de controlar, é tão natural quanto respirar. Faz tão parte de mim quanto meus olhos ou o toque da minha pele. Sou eu.
    Me sinto como se tivesse descido na parada de ônibus errada. Ou se preferirem, peguei um trem e desci numa estação de uma cidade desconhecida e completamente alheia a mim. Estranha, confusa. Onde não me encaixo e nem sei viver como os demais. Apenas vivo.
    Vivo porque sou covarde o suficiente pra não conseguir pegar o trem que me leve de volta pro lugar de onde eu saí. Mesmo que este lugar, só exista em meus sonhos.
    Tenho sido forte há muito tempo, pra mim pareceu uma eternidade, mas sei que existem pessoas que enfrentam isso ha muito mais tempo do que eu, passando por situações bem piores do que as que eu passei e continuam tentando. Então, como posso desistir?
    Só quero que as coisas mudem, que a dor deixe de existir, pra mim e pros outros seres. E infelizmente pra isso acontecer, é preciso de verdade, que o mundo se exploda. que tudo volte a ser apenas, poeira das estrelas.

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

A incapacidade do ser humano de respeitar as diferenças me entristece muito. Sempre fui uma pessoa com sede de expressar opiniões e isso acabou me trazendo muitas frustrações, com diversas pessoas. Tenho o hábito idiota de ser excessivamente atenciosa e depositar muita confiança nas pessoas em pouco tempo. Idealizo certas qualidades, que nem sempre elas possuem. Expresso demais minhas opiniões, sem querer impor, mas ainda assim expresso demais. Tenho aprendido a me calar, pois estou cansada de me decepcionar com as pessoas.
Às vezes prefiro esconder parte de mim, pra que não ouça e não seja alvo daquilo que não quero.
Não sou uma heroína. Sou fraca, estranha, confusa, indecisa e triste. Sou uma pessoa com incontáveis defeitos e me culpo muito por isso. Não sou perfeita, sou a pessoa com mais imperfeições que você pode conhecer. Mas sinto-me cobrada a pressionada a fazer tudo certo constantemente. Tenho que agradar a todos o tempo todo. Basta expor algo que não agrade pra ser alvo de críticas e rompimentos. Sem segunda chance, sem compreensão. Eu apenas me sinto na obrigação de ser perfeita o tempo todo, quando não sou. Por isso a minha vontade de fechar os olhos e esquecer que existo aumenta a cada dia que passa.
A cobrança é maior de pessoas que não sabem que eu sou assim. Mas ainda sinto cobrança daqueles que sabem. E isso é o pior.


    Não gostaria que esperassem nada de mim. Eu não sou coerente. Eu não sou competente em nada que faço. Só gostaria que as pessoas passassem a entender e aceitar as diferenças. Ninguém é igual a ninguém. Todos temos pontos de vista divergentes em todos os assuntos. As afinidades é que são difíceis de encontrar. E é natural.
    Pareço chatear e incomodar as pessoas sem ao menos conhecê-las. Apenas sendo eu mesma. Meus amigos esperam que eu seja algo diferente, nunca parecem satisfeitos com aquilo que sou. Me sinto incapaz de agradar qualquer pessoa. E fico cada vez pior, sempre que alguém faz questão de esfregar isso na minha cara.
    Não sei ajudar ninguém por mais que eu tente. Não sei me defender. Não sou uma pessoa agradável. Eu sou tudo de ruim que você pode imaginar. Não espere nada além do pior. É isso mesmo e provavelmente será sempre assim. Pra que fosse diferente eu precisaria me enterrar num buraco. Talvez essa seja a melhor opção. Mas nem pra isso eu sou competente.