terça-feira, 17 de setembro de 2013

Não desencarnei!

    Devo um post decente. E continuarei devendo...
    Eu odiava quando acompanhava blogs que ficavam desatualizados por um grande período ou eram bloqueados e desbloqueados sem mais nem menos. Ninguém deve acompanhar minha desinteressante vida, mas se for o caso, cá estou para dizer que ainda vivo.
     Ainda vivo e vivo melhor quando ignoro o diagnóstico de borderline. Sem blogs, sem livros, sem filmes. Desde que resolvi me ver simplesmente como eu e não como um diagnóstico, me sinto muito melhor. Tenho controlado muito bem os sintomas. Alguns deles ainda são muito fortes, mas nada que atrapalhe demais a minha vida.
      O motivo de eu estar tão ausente do blog, não é apenas pela decisão de "esquecer", mas sim pela falta de tempo. Completando um ano da falência da minha loja entre outros milhares de acontecimentos que poderiam ter me derrubado e não derrubaram, acabo de iniciar uma nova fase. Detesto mudanças, mas o que mais acontece comigo nesses últimos anos, são mudanças.
      Iniciei num novo emprego, como vendedora. O horário é flexível e me permite ter insônia e acordar tarde no dia seguinte. Sigo então com o trabalho na loja, o trabalho voluntário e estudos(escolares, mediúnicos e musicais). Ou seja, não sobra tempo nem pra responder e-mail. Uma vergonha!
      Sempre fui meio "bicho do mato". Não sou o tipo de pessoa que mantêm contatos e gosta muito de conversar. Sou livre, gosto de ser livre. Gosto de não ter de dar satisfações, gosto de não ser obrigada a atender o telefone, gosto de aparecer quando quero, sem me sentir obrigada. Obrigações me sufocam. Não é sempre que tenho saco pra conversa, e agir diferente de como costumo agir seria pura falsidade. Não quero que ninguém tenha de mim uma falsa dedicação.
      Escrevo pouco por falta de tempo, falta de paciência e desejo de não me encontrar comigo mesma. É isso. Pra viver bem a minha vida, preciso continuar da forma como me encontro agora. Até breve!

terça-feira, 16 de julho de 2013

O problema das frustrações

 

   Está perto ou já completou um ano que estou sem terapia e medicação. Ia indo bem até agora. Mas como de costume, o inverno traz consigo seus dissabores. Me irrita o fato de haver tantos que sofrem com o frio, enquanto eu posso fazer tão pouco ou quase nada a respeito. Mas como uma amiga minha me disse, sempre é inverno em algum lugar do mundo.
      O verão me dá a falsa ilusão de as coisas não são tão ruins assim, mas a verdade é que é e sempre será. Acho a sociedade estúpida, o sistema ridículo, não tenho nenhuma paciência pra nada nem ninguém. Me sinto muito culpada por isso. Minha paciência tem um limite bem curto. Ando com aquela vontade de fugir de tudo e todos, me trancar no meu quarto e esquecer que o mundo é mundo, que eu existo ou que faço parte de toda essa coisa da qual não me acostumo.
     Penso em voltar ao psiquiatra, não o mesmo, um novo. Meu namorado está frequentando um que me parece ser aquilo que preciso agora. Quero apenas alguma medicação que me acalme e me faça ficar menos irritada. Não quero terapia, não quero conversar. Me sinto culpada por conversar pouco com meus amigos. Se pouco falo com eles, quem dirá com um estranho que está sendo pago pra ouvir minhas reclamações sobre a vida.
     Gostaria de tentar entender o motivo que me fez ser tão avessa. Tão estranha, tão carta fora do baralho, tão quebra-cabeça faltando peça. Parece que fui criada com erro grave de fabricação. Vou sempre contra a maré. Em alguns sentidos até é bom, mas em outros torna a vida tão sofrida.
      Desanimo porque pareço bem. Passei tanto tempo bem, sem sinal nenhum dessa joça. Tive poucos dias de crise durante esse tempo. Mas saí da casa dos meus pais, o que não foi nada fácil pra mim. Coloquei um negócio que não deu certo. Abri outro negócio que está prestes a fechar e me deixar cheia de livros de ponta de estoque entulhados nas prateleiras dos fundos da casa alugada. Precisei vender o carro pra pagar apenas parte de uma dívida adquirida com essa brincadeira toda de tentar trabalhar por conta própria. Passei pro tudo isso numa boa, totalmente na boa. Tive dias ruins, isso é certo. Mas nada comparado ao que poderia ter sido.
      Agora depois de passar por tudo com a cabeça erguida. me vejo novamente escrava da minha incapacidade de lidar com frustrações. Alguém que é grosso comigo ou fala de um jeito que eu não gosto de ouvir. A gripe do namorado, a ressaca do pai, a verminose nos cachorros. Tudo! Absolutamente tudo me faz ficar mal. Passei a madrugada acordada por causa da verminose nos cachorros. Fui trabalhar morrendo de sono e detestando tudo. E agora aqui estou, deixando de cumprir um trabalho voluntário no centro espírita, por ser incapaz de lidar com as pessoas neste estado.
       O grande problema é que infelizmente não sei mais fingir tão bem quanto antigamente. Eu fui boa em esconder o que eu sinto por muito tempo, mas essa época ficou pra trás juntamente com os outros sintomas, e isso não voltou. Não tenho mais o jogo de cintura necessário pra fingir que tudo está bem. Hoje simplesmente não poderia ir até lá, fingir ser simpática e sorrir pra literalmente 300 pessoas, tentando fazer com que elas se sintam melhores quando na verdade, eu também preciso de ajuda.
       Acho que é chegado um momento em que não dá pra fingir que sou uma pessoa saudável mentalmente. Consegui me manter um tanto mais equilibrada durante esse tempo, mas acho que a brincadeira de ser saudável acabou.
        Bom, no mais voltei a estudar. Vou finalmente terminar aquelas matérias deixadas pra trás a muito tempo e no próximo ano espero já estar cursando letras. Estou fazendo meus trabalhos de banho e tosa como freelancer e vivendo com o meu namorado que me entende melhor do que ninguém.
         Espero trazer novas e boas notícias no próximo post. O que sei é que preciso de um médico. E por enquanto preciso dormir.

sábado, 22 de junho de 2013

Sem pele

    Estou bastante satisfeita com a estabilidade que consegui alcançar de um ano pra cá. Mesmo sem medicação e terapia, tenho me mantido bem. E apesar do inverno que me deixa mal, a depressão não chegou com tudo desta vez.
    Tenho me esforçado muito e feito de tudo pra manter a mente bem ocupada. Isso inclui exercício físico, trabalho voluntário, cuidado e convivência com os meus bichos, cuidado com a mente, entre outros.
     Nas piores fases, eu sempre disse que gostaria de encontrar uma ilusão na qual acreditar. Então, eu encontrei. Tenho estudado bastante sobre espiritualidade e trabalhado em casa espírita. Isso me fez ver de perto o quanto existem pessoas em situações bem piores que a minha. E de certa forma, me ajudou muito. Sem falar que, mesmo não tendo certeza de nada, encontrei minha ilusão.
    O grande problema pra mim, o maior de todos e o que não vejo nenhum sinal de melhora, é a questão da frustração. Eu não sei como reagir diante de situações que me causam incômodo. Quando algo ou alguém me decepcionam, minha primeira e única atitude é repelir. Seja quem for, em qual situação for. Se eu me sentir incomodada com algo, não consigo conviver mais com a situação.
    Hoje mesmo, passei parte da madrugada acordada, pelo fato de o meu cachorro não estar muito bem de saúde. Eu deveria saber lidar melhor com a situação, mas não sei. Fico extremamente triste, preocupada, mal-humorada, apreensiva. Me fecho dentro de mim mesma e acabo não sabendo que atitude tomar. A confusão mental, muitas vezes me impede de pensar melhor sobre como agir.
    Estou melhor em quase todos os sintomas, mas este em especial me incomoda bastante. Principalmente por não haver expectativa de melhora. Sinto bastante medo de não saber como conviver com problemas maiores.
     A única coisa certa nesta vida, é que cedo ou tarde teremos de enfrentar problemas mais graves. Infelizmente não tenho nenhum suporte emocional pra isso. Nessas horas sinto como se não tivesse pele ou como se estivesse do avesso. Talvez por causa dos traumas, dos problemas que tive que enfrentar ainda tão jovem. Não sei exatamente quais são as causas, o que sei é que neste sentido ainda sou fraca. Me sinto uma criança desprotegida. E isso me preocupa muito.

domingo, 28 de abril de 2013

Cobranças



     Já repararam como tudo na vida parece depender de dinheiro, beleza ou "amor"?
     Tudo gira em torno de beleza, consumismo e status (financeiro e amoroso). É quase que uma obrigação a busca cada vez maior por dinheiro, apartamento, carro, roupas bonitas, unhas feitas, cabelos feitos no salão, etc.
     Tendo ou não dinheiro, as pessoas te cobram que tenha uma """""""cara metade""""""". Como se ninguém pudesse ser feliz sozinho. Como se a vida de todas as pessoas só fosse completa com alguém do lado, mesmo que ambos se traiam.
     E não importa quantos sentimentos bons existam dentro de você, se você não tem dinheiro eles não valem nada. Uma pessoa caridosa geralmente é muito amada, se beleza e riqueza estiverem incluídas também.
    Infelizmente é isso aí. Você precisa ter dinheiro, ter status e ter alguém preferencialmente rico e bonito também, pra esfregar isso na cara da sociedade. É triste, doentio e nojento, mas é a verdade.
    Acho que o motivo de sermos como somos, é por nos sentirmos culpados por não se adequar aos padrões escrotos da sociedade. Sofremos bullying por isso, sofremos pressão por isso, ouvimos insultos por isso... Ouvi ontem um ótimo exemplo. Fomos criados para sermos um "quadrado", e se formos qualquer coisa fora do quadrado, somos tratados com total desrespeito e raiva.
     O "amor" é visto de forma tão fantasiosa que me irrita. Sinto nojo de mim por ter me iludido tanto com algo tão infantil. Pessoas não são perfeitas nem aqui, nem nos filmes e nem na puta que pariu. Somos um bando de gente chata com inúmeras diferenças que nos fazem querer matar uns aos outros.
     Existe paixão, que é aquela coisa ridícula de início de namoro. Ficamos parecendo a hello kitty no cio. As frases apaixonadas, no facebook e em qualquer outro lugar são sempre as mesmas, tamanha a babaquice. É gente se anulando e colocando o parceiro num pedestal inexistente o tempo inteiro. Não sei se é por insegurança ou se é só aquela imensa e típica vontade de aparecer. Mas é sempre assim.
    Acho que não sei o que é amor, se for essa anulação toda. Se for melação, ilusão, perfeição e toda aquela baboseira que foi criada pra satisfazer a indústria do casamento e iludir pessoas, não sei mesmo o que é o amor. Sei o que significa paixão, e é tão besta visto de fora que meu maior desejo nessa e em todas as outras vidasque eu tiver, é nunca, jamais me apaixonar novamente. Sinto vergonha de mim mesma, pensando o quanto já me iludi com isso. Sempre se cai do cavalo, sempre.
    As pessoas se casam e tem filhos por que tem que ser assim e pronto. Não é por amor. Não é conto de fadas. E se um dos dois acreditar que sim, pode apostar que está sendo traído. Não existem contos de fadas e nunca vão existir.
    Acho que seria bom contar a verdade pras crianças, pra que as meninas não gastem o salto do sapatinho de cristal procurando o príncipe encantado que nunca chega. E pra que os pobres cavalos brancos não se cansem de tanto ajudar os meninos a procurar pela princesa perfeita que jamais existiu. Que cada príncipe e cada princesa entendam que podem encontrar em ambos os sexos, seres humanos imperfeitos, e que raramente eles não irão se decepcionar.
      Quanto ao dinheiro, também seria interessante se aprendêssemos a lidar com ele de outra forma. Se fosse visto como coadjuvante e não como protagonista de nossas vidas, talvez as coisas não fossem tão complicadas.
       E ensinar a cada uma delas que somos bonitos do jeito que somos. Que não é preciso ter um corpo perfeito, nem o formato de rosto ideal. Existe beleza em todo ser humano, e a beleza não é aquilo que pode ser observado por fora, é algo muito além disso.
      Ao passar pelo problema de se cobrado por não ter alguma dessas características, lembre-se de que não importa o quanto pudesse ser diferente, sempre haveria alguém pra reclamar daquilo que você é. Os seres humanos são estúpidos e limitados desta forma mesmo e não parecem dispostos a mudar.

quinta-feira, 25 de abril de 2013

Primeiro de 2013

    Foram 4 meses sem escrever nada por aqui. Meu lado Agnes andou bem ausente. Há mais ou menos 8 meses venho enfrentando problemas financeiros e burocráticos. Me mantive bem até então. Em tanto tempo posso dizer que meus "surtos graves" reduziram de semanais pra uns 3 em 8 meses.
     Encontrei ajuda através do espiritismo, o trabalho de caridade e o estudo da espiritualidade. Como eu tanto desejei, finalmente consegui me convencer de algo que me faça viver, mesmo que seja pura ilusão. Era isso que eu queria. Uma ilusão na qual pudesse acreditar. Isso me mantem estável.
     Larguei o psiquiatra há bastante tempo, não sei precisar o quanto exatamente, mas enfim, não fez a mínima falta. Não estou fazendo uso de medicação e acredito que quanto mais esqueço o que tenho, menos sintomas eu percebo. Não recomendo que ninguém faça o mesmo que eu fiz. Só fiz isso por ter passado muito tempo de minha vida sem nenhum tratamento e por estar mais do que acostumada a viver assim.
     É imaturo e irresponsável saber o que se tem e não se tratar,mas prefiro assim. Assim me sinto plenamente eu. Sou eu com meus surtos, com minha euforia, minha depressão, meus medos, minhas paranoias, meu amor excessivo por tudo que amo. Demonstro claramente do que gosto ou não e me sinto melhor assim. Acho que o simples fato de necessitar de ajuda me deprimia mais. Eu era obrigada a ir frequentemente até o senhor de olho no relógio pra não exceder o tempo, e falar sobre tudo aquilo que eu queria esquecer. Enquanto mais pessoas deprimidas aguardavam na sala de espera.
       Sinto-me bem sendo quem sou do jeito que sou. Aprendi a conviver comigo mesma sem me odiar. São tantas as imperfeições dos seres humanos.Não há porque me sentir tão culpada por não me sentir normal. Nós somos todos diferentes e ao mesmo tempo todos iguais.
      Estou passando por uma fase difícil e procurando novo emprego. Surgiram algumas propostas, mas nada financeiramente viável, de acordo com a carga horária. Sei dos meus limites e sei que por mais que eu necessite, não vou conseguir fazer mais do que a minha cabeça doente permite. Preciso ir com calma.
      As atribulações de cada dia, andam me perturbando e alguns sintomas apareceram com mais força nos últimos dias. Nada como era antes, pois me esforço ao máximo pra me manter bem. Mas sinto novamente aquele velho medo chato da mudança. De ter que mudar, de ter que enfrentar situações desagradáveis.
      Peço boas energias e orações daqueles que acreditam, pois logo o rigoroso inverno sulista dará as caras, e os dias debaixo da neblina me fazem perder o equilíbrio. Se eu cometesse suicídio, certamente seria em algum desses dias chatos de inverno.
      O que tenho a dizer a quem ainda se sente muito mal com todos os sintomas, é que busque um meio exteriorizar essa energia toda acumulada dentro de si. O esporte, mesmo que como eu, seja uma corrida sozinho em qualquer lugar sossegado, é de grande ajuda. A escrita é outra forma de colocar pra fora cada palavra entalada.
       Sinto medo de voltar a ficar doente de forma tão violenta quanto antes. Espero não regredir e agradeço a tudo que fez parte da minha recuperação. Agradeço a força que tive e a força que recebi de cada pessoa que me apoiou nos piores dias, principalmente Verônika, que se tornou uma amiga pessoal. Amiga pessoal, presente, que torce por mim e me tira da toca. Que mesmo eu sendo um bicho do mato, que me escondo por décadas sem dar notícia, me procura e me entende. Agradeço a paciência, o carinho e o amparo.
      Quando falo de Verônika lembro do dia em que andei pela cidade na chuva, pensando em como seria minha última noite. Não sabia pra onde ia ou o que iria fazer, só tinha a certeza de que não queria acordar no próximo dia. Enviei um e-mail, e recebi de volta o conforto que me fez repensar e ver novamente o sol nascer no outro dia.
       Passei por tanta coisa desde a minha infância até hoje, que as vezes nem acredito como continuo aqui. Fui covarde o suficiente pra me manter viva, e sou grata pela minha covardia. Os seres humanos e a vida é uma grande bosta, mas se estou aqui é por algum motivo. Se é pra enfrentar, enfrentarei com garra. Passei muito tempo de minha vida chorando e hoje tudo o que eu quero é correr atrás de melhorar.
      Sinto uma dor enorme quando penso em tudo o que sofri, mas talvez se não tivesse sido assim, hoje eu não seria quem sou, nem daria tanto valor a tudo que tenho. Acredito que há males que vêm para o bem, do contrário nada faria sentido.
     
     
     
   

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Dia ruim

    Fico me perguntando se algum dia vou conseguir ficar bem de verdade. Sei que tenho uma vida maravilhosa, apesar de não ser perfeita mas não acredito numa melhora duradoura. Posso passar meses supostamente bem ou pelo menos controlando os sintomas, mas sempre há o dia em que eu explodo e todos aqueles sentimentos horríveis voltam. Não há o que se faça.
    Fico triste em assumir, mas a verdade é que não conheço um border que tenha conseguido conquistar o equilíbrio definitivamente. Passamos algum tempo bem, mas sempre acabamos voltando a estaca 0. É desanimador ver as pessoas voltarem a se sentir mal. E mais desanimador ver que por mais que eu me esforce, sempre acabo voltando a explodir por alguma situação que não valha a pena.
     Qual o motivo de haver um descontrole tão grande com relação a raiva? Não faço a mínima ideia, mas é assim que me sinto. Se me sentir contrariada ou irritada, por menor que seja o motivo, eu não consigo digerir isso na minha mente e preciso exteriorizar a raiva de alguma forma, nesse momento me sinto fragilizada demais e um simples olhar de reprovação me faz virar uma verdadeira bomba atômica.
      Com certeza dói no outro, mas depois dói muito mais em mim, que me machuco e me sinto inútil. Não sei se é assim com vocês, mas eu gostaria de jamais ter existido, pois sou inútil e fraca o suficiente pra não conseguir terminar com a minha vida, por medo de magoar ainda mais as pessoas que já sofreram a vida toda por me suportar. Não quero magoar aqueles que já depositaram ou ainda depositam alguma esperança em mim.
     Quanto ao amor, não espero mais o amor de ninguém. Tenho plena consciência de que algumas pessoas apenas me suportam e ficar felizes em me ver pelas costas. Mas há o apego, há a conveniência... Algumas pessoas suportam a minha presença por não haver outra opção. Certamente no fundo elas me odeiam e me culpam por tudo que dá errado.
     Não acredito mais no amor de maneira nenhuma, exceto no amor animal. Acredito que as pessoas mal saibam o significado do amor, e acho que eu também não sei, talvez por nunca tê-lo sentido de verdade. Pra mim esse amor fantasiado pela mídia, o mesmo que os outros querem nos fazer acreditar que existe, não passa de conto de fadas pra gente não morrer de tédio com a realidade.
     Como meio que acredito na espiritualidade, nesse sentido acho que nascemos com o intuito de ser fortes e suportarmos a nós mesmos. Precisamos viver com o amontoado de sentimentos ruins que nos foram dados e suportar até o fim. Que fim? Certamente um fim trágico, num quarto quente de hospital, seja agora ou daqui a 70 anos, é o que nos espera. Romance? O romance fica pros nossos sonhos, ou pra não acharmos os filmes românticos tão patéticos e não detestarmos tudo aquilo que lembre o amor. 
    Acho que já superei a fase de passar dias me sentindo um lixo. Essa é a parte boa do humor oscilante. Estava me sentindo um lixo, mas também sei que isso não vai mudar o que eu sou. Então, já que precisamos continuar, vamos em frente.
     Ainda me preocupo com o futuro, pois não sei o que será de mim. Só sei que decidi não ter filhos, pois não me acho suficientemente capaz de cuidar de uma criança, que exige atenção o tempo inteiro. Mal sei cuidar de mim. Também tenho pavor e não quero ser uma dessas mães chatas e depressivas que ficam mendigando atenção dos filhos e usando os problemas psiquiátricos pra os forçarem a fazer suas vontades. Já fiz isso demais com os namorados, famílias e etc..., não quero nem suportar a ideia de fazer o mesmo com o ser que seria o mais amado do universo pra mim. Sinto muito, mas não sou capaz de ser mãe.
     Me sinto menos mal por nunca ter idealizado muito esse sonho que algumas mulheres têm de casar na igreja ou fazer toda aquela cerimônia inútil que só serve pra aparecer e alimentar o ego. Acho que desde a minha primeira decepção, já percebi que isso era bobagem. Mais ainda hoje que sou muito mais crítica. Vender a imagem de "amor eterno" é bastante lucrativo pra um bocado de pessoas. Apenas isso.
     Acho importante até certo ponto a presença de um companheiro pra que ambos se ajudem a evoluir como espíritos. Mais nada.
     Bom, temos apenas duas opções. Desistir ou lutar. Sou tão chata, tão irritante, tão teimosa, tão insistente, que não vejo outra alternativa a não ser lutar. Não vou dar a essas pessoa que querem se ver livres de mim o gosto de conseguirem o que querem. Vão ter que continuar fingindo que adoram e dançando conforme a minha música. 
      

















     

sábado, 1 de dezembro de 2012

Atualização

    Após quase 2 meses sem notícias, lá vamos as atualizações...
    Como já era visto, precisei fechar a loja. A sala comercial locada era realmente dificílima de ser encontrada e precisariam de anos de trabalho pra que a mesma se tornasse conhecida, e a grana não possibilitou tal investimento. Os meses de locação me renderam bons rombos na conta bancária, sem falar que de lá não ganhei 1 real.
     Graças à Krishna, não me abalei com o fato. A administração estava me deixando bastante estressada, sem falar que o lugar me fazia ficar depressiva. Estava voltando à estaca zero. Decidimos fechar a loja de um dia pro outro e não poderia ter sido diferente. Não havia a menor chance de continuar. O bom senso é essencial nesses casos e de nada me adiantaria manter um negócio que vai mal apenas por orgulho.
     Ao contrário do que eu imaginava, não me senti mal, mas sim aliviada. Tive como sempre, um apoio enorme da família, apesar de ter sido abandonada por pessoas que considerava amigos no momento em que mais precisei, simplesmente pelo fato de eu não estar presente fazendo suas vontades, como de costume. Precisei de um tempo pra colocar as coisas em dia e algumas pessoas não entenderam. O que não for bom, não merece espaço na minha vida então...que assim seja!
     Como a loja estava tomando todo meu tempo, dedicação, sono, equilíbrio e tudo mais, a partir do momento em que consegui me reequilibrar, fiquei ótima. Pude fazer minhas vendas via web e pessoalmente pra pessoas que solicitam e toda renda é minha, nada de aluguel.
     Recentemente voltei ao meu trabalho e free lancer como esteticista de animais e ganho suficiente pra me manter e compras tudo de que necessito e o que não necessito tanto também!
     O segredo da minha felicidade, sempre foi fazer o que me deixa melhor, e não o que vai me proporcionar mais status ou qualquer caralhada dessas.
     Jamais conseguiria me mentar bem em um trabalho integral, por isso os recuso. Jamais conseguiria me manter bem cursando uma faculdade. Tive imensas dificuldades de concluir o ensino fundamental, não por falta de interesse ou inteligência, mas por falta de paciência com as pessoas. Meu ensino fundamental foi, infância e vida em geral foram extremamente conturbados desde sempre. Isso incluindo mãe sendo chamada na escola, briga com professores, diretores, etc...
     O ensino médio que concluí há um ano atrás, depois de 7 anos sem estudar não poderia ser diferente, tive um puta arranca rabo com o pessoal da escola e quase fui expulsa. Isso com 23 anos de idade.
      Tenho plena consciência de que dificilmente irei conseguir me relacionar com as pessoas, é minha maior dificuldade. Portanto, manter-me presa à qualquer coisa que seja uma obrigatoriedade me cansa, me suga, me deprime, me estressa. Evito ao máximo esse tipo de situação.
      Cultivo raros amigos que sobreviveram aos anos, ao meu caos e suportam tudo aquilo que sou sem me deixar de lado. Minha família sempre me suportou e me deu todo apoio de que precisei pra sobreviver, apesar de toda confusão que sempre foi a minha vida. Meu agora namorido, há 3 anos convivendo comigo, aprendeu a me respeitar e aceitar aquilo que sou. Não poderia ter uma vida melhor, mesmo sendo emocionalmente instável.
        Apesar de não concordar com seguimento de doutrinas, e apesar de me considerar espiritualista livre, o centro espírita que frequento me dá um apoio imenso, mesmo quando não peço ou não acho que necessito. O trabalho voluntário em si, é o que move a minha vida. É nele que canalizo toda minha energia, toda minha explosividade. Sem falar que sinto uma energia ótima no local, que combina perfeitamente com a minha. Aos sábados à tarde ocorre uma espécie de terapia em grupo, que é chamada de estudo, mas é mais um encontro onde trocamos experiências e nos apoiamos.
       Não estou fazendo terapia, nem tomando medicação além de um fitoterápico excelente que tomo antes de dormir pra melhorar a qualidade do sono. Mas participo dessa terapia em grupo que pra mim está sendo muito mais produtiva e empolgante do que pagar pra um cara me ouvir falar por 30 minutos e me pedir pra sair assim que os minutos contabilizados por ele no seu relógio de pulso expiram.
       Voltei a praticar corrida, ao ar livre, é claro. Nada melhor do que correr sentindo o vento bater no rosto, nos cabelos esvoaçantes, enquanto sinto o cheiro das árvores e o calor do sol que vez ou outra escapa por entre as folhas. A sensação é de liberdade, tranquilidade, paz. O contato com a natureza reenergiza, reequilibra, encanta. Costumo praticar esse exercício longe das pessoas, longe de tudo. Apenas a natureza.
       A Yoga, recomendo a todos e dou graças por ter a oportunidade de praticar. É simplesmente encantador e me mantêm equilibrada e tranquila.
       É meio óbvio que eu não estou 100%. Tenho consciência de que aos pouquinhos é que se muda. Estou me recuperando. Lógico que ainda tenho minhas crises de medo intenso, raiva, explosão, gritos, brigas, crises de ansiedade, insônia, irritabilidade, mau humor matinal e a maldita mania de persuadir e tentar manipular a vida do meu companheiro, entre outros problemas. Porém, estou muito melhor. E acredito que  a melhora será progressiva, mas verdadeira.
      Se pudesse dar um conselho profissional, este seria: Mergulhem de cabeça naquilo que os faz sentir-se melhor. Se nada fizer, aguardem com tranquilidade a hora certa e toquem o foda-se pra sociedade que exige que a gente se foda, mas com classe. Toquem o foda-se pra gente que acha que posição social define caráter. Façam o melhor pra vocês, sem se importar com opinião alheia. Profissão de verdade é a que os faz sentir-se bem, seja ela qual for.
     O que aprendi com a experiência da loja foi que, estou pouco me fodendo pra opinião alheia mais do que imaginava. As pessoas (as mais importantes) estavam orgulhosas pelo fato de eu ter montado uma loja, mas eu não estava feliz. Estou feliz com o que consegui de melhor, como diria meu terapeuta, "cachorreando por aí", mas fazendo isso com o MEU trabalho, com a minha capacidade, com o meu dinheiro, e não com o dinheiro dos meus pais, como ele queria que eu fizesse (pra fazer faculdade e bla bla bla). Sou feliz me virando, conquistando as minhas coisas por mim mesma e não com o suor dos meus pais, ou enchendo o namorido de dívidas pra manter uma porcaria de negócio falido. Isso é estar realizado profissionalmente pra mim, o que os outros pensam é bobagem.
     Volto pras considerações de fim de ano.
     

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

As boas novas.

    Vamos as novidades então... Setembro acabou!!! \o/ E agora tenho 1 ano em paz. Até chegar o próximo e eu entrar em pânico de novo. Bom, meu aniversário passou e não foi tão ruim. Melhor que todos os últimos com certeza. E por incrível que pareça, não fiquei de mau humor. Exceto por algumas incomodações do dia a dia.
     Agora é torcer pra que o natal e todas essas datas chatas, sigam o exemplo e sejam menos ruins que nos últimos anos.
     Então, como sempre tive problemas com emprego, com ter que conviver com pessoas diariamente e precisar cumprir ordens e ter esse tipo de responsabilidade, consegui abrir uma pequena loja e estou trabalhando sozinha, o que facilita muito a minha vida. Até aí, tudo mais que perfeito, apesar de toda burocracia que quase me enlouqueceu de início.
     O meu problema com a loja é que está mais parada que água de poço. A sala comercial fica numa galeria, com pouco fluxo de pessoas, apesar de estar localizada em uma das ruas mais movimentadas da cidade, parece que ninguém sabe da existência da tal galeria. Isso tem me deixado bastante preocupada, pois necessito pagar aluguel e tudo mais. Então, torçam por mim.
    No mais, o convívio com gente chata do caralho, sempre me incomoda. Mas faz parte. Minha paciência é bem limitada e enquanto ela dura, beleza, logo mais ela acaba e já mando mais meia dúzia de pessoas pra puta que pariu. Quanto menos gente me enchendo o saco, melhor! Evito ao máximo dar satisfação, ter responsabilidades e assumir compromissos, pois nunca sei se vou conseguir cumprir, ou até onde vai minha capacidade de realizar algumas tarefas.
     Sinto-me novamente "surtada", sentindo falta do psiquiatra e da medicação que me amansava, porém, não sinto a mínima falta do ganho de peso durante o tratamento, e nem das crises de abstinência terríveis, de quando resolvi parar. Por isso pretendo continuar firme na minha teimosia, e viver minha loucura intensamente, até que nem eu mesma possa me suportar, e não estou longe disso.
     Sinto uma espécie de sono e sensação de irrealidade, como se estivesse o tempo inteiro sonhando. Não me sinto confortável no momento atual, como se as coisas fossem mudar rapidamente. É um medo estranho, meio sem sentido. Acredito que seja em decorrência de eu ter passado um bom tempo só no quarto, evitando transtornos, evitando pessoas, evitando conversas e apenas vivendo. Mas também me sentia inútil fazendo isso e dependendo dos outros. Agora por mais que eu mal esteja ganhando pra pagar o aluguel, pelo menos sei que estou tentando, estou me esforçando. Só preciso de paciência pra aprender a viver nesse mundo idiota, já que não sou corajosa o suficiente pra fugir daqui.
     Final de semana de pagamento, então terei mais trabalho na loja (assim espero), mas antes disso vou ter novamente a honra de encontrar minha querida Verônika, que conheci através dos blogs e tive o privilégio de conhecer pessoalmente. Por mais que seja 1 horinha que vamos poder nos ver, já salvou minha semana! Vou tentar fazer alguma foto, que não mostre nossos rostos, mas que simbolize o encontro e postar por aqui.
     Desejo um ótimo final de semana pros poucos queridos que leem o blog, e espero que fiquem bem, na medida do possível.

   

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

     Ainda que continue sendo mais tranquilo do que nos anos passados, a crise de setembro chegou com tudo. Não teve jeito, por mais que eu tente ser forte. Eu odeio saber que passou mais um ano e eu continuo a mesma de sempre.
    Por mais que eu tente e me esforce pra parecer forte e tente provar isso pra mim mesma, a verdade é que eu não sou e nunca fui. Eu detesto o fato de ter nascido e eu morro de medo de tudo.
    Quanto mais os anos passam, mais medo eu tenho de como vai ser daqui pra frente. Eu tenho tanto cabeça quanto coração, muito fracos. Eu morro de dó de tudo e de todos e não posso nem pensar na hipótese de perder as pessoas que eu amo, e meus 11 anjinhos animais, que são o que me mantêm firme.
    Eu não tenho a mínima capacidade de lidar com problemas, sejam eles de qualquer gênero. Eu não tenho paciência pra isso. Qualquer contratempo me assusta e me faz querer sair correndo até voltar a ser uma criança, que quando ficava com medo corria pra cama dos pais e podia se sentir segura.
    Hoje jamais poderia me esconder na cama deles, e nem sequer durmo na mesma casa. Durmo com meus bichinhos, que são os únicos que me suportam e me amam, apesar de todas as minhas manias.
    Só fico pensando em como eu queria ser uma idiota dessas que eu costumo criticar. Uma babaca egoísta que só pensa em exibir a própria imagem e é feliz assim, sendo uma inútil se achando gostosa. Por mais ridículo que isso seja, essa gente de pouca mentalidade, poucos princípios e inteligência curta, consegue ser feliz sendo babaca. E eu não consigo ser feliz por odiar o mundo do jeito que ele é.
     Como eu queria um pouco mais de ignorância e egoísmo. Queria poder pensar "não é comigo, que se foda". Mas eu não consigo olhar pra uma injustiça e simplesmente ignorar. Eu sinto a dor de quem sofre, seja ele o que for. E sinto mais ainda a minha dor, o meu medo, a minha fraqueza. Pago caro por ter um coração de açúcar.
     Não sei mais em quê acredito. Mas se houver continuidade e minha consciência continuar existindo, após  o corpo morrer, só sei que vou sentir falta de tudo que eu amei, eternamente. Não acho que isso seja nenhuma dádiva. Acho um terror. Só queria que tudo acabasse.








segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Setembro de 2012

   

    Setembro é o mês do meu aniversário e geralmente é um dos meses mais depressivos do ano pra mim, se não o mais. Seguido dos meses de inverno e dias chuvosos.
    Esse mês sempre me deixou triste, desde a infância. Lembro que eu até evitava ir pra escola no dia do meu aniversário, e se fosse, tentava passar horas no banheiro. O dia do meu aniversário e os dias que o antecedem, sempre me fizeram chorar. Não sei explicar ao certo o motivo da tristeza, mas ela é real e muito forte.
    Acredito que eu sempre esperei ser tratada diferente nesse dia, sempre quis que alguém me dissesse que eu era especial, e isso aconteceu poucas vezes. Como se o tempo não passasse todos os dias, especificamente no dia do meu aniversário eu me sinto mais próxima dos meus medos. Me sinto mais próxima das responsabilidades futuras, mais próxima de perder meus pais, minha família toda e ser uma velha rancorosa.
    Neste ano, as coisas não estão nem de longe, como estavam nos anos passados. Estou bem, apesar de estar constantemente lutando contra as oscilações de humor e a depressão que teima em aparecer. Mas claro que comparado ao ano passado, que me vi no fundo do poço, totalmente sem esperanças, desta vez estou muito melhor.
    Aprendi que não devemos depositar confiança ou colocar a nossa felicidade nas mãos de outras pessoas. Não importa se ou ou não especial pra alguém, isso não deve governar a minha vida. Eu devo ser especial pra mim mesma e me preocupar em estar bem comigo, antes de qualquer outra coisa.
    Não sou mais escrava de amor alheio por mim, pois era isso que eu era. Pra estar bem, eu necessitava que alguém estivesse o tempo inteiro declarando amor eterno por mim. Lembro que por várias vezes perguntei aos meus ex e atual namorado, o que eles fariam se eu morresse. E se eles ousassem pensar, eu já me sentia o pior dos seres humanos. Pois eu queria que imediatamente, ouvir que eles não viveriam sem mim.
     Fui uma egoísta a maior parte da minha vida, no sentido amoroso. Sempre quis ser mais amada, pra depois amar. Sempre quis ser "a vida" de alguém. O que eu não entendia é que isso não existe. Ninguém pode ser a vida de ninguém. Somos seres individuais, e é cada um por si. Enquanto desejarmos que os outros nos façam sentir-nos especiais, não seremos felizes.
     Na verdade também acho que a pura felicidade não existe. Existem momentos bons e momentos ruins na vida da gente. Ninguém é totalmente feliz o tempo todo. E estar triste, não quer dizer que não podemos sorrir as vezes.
     Então, em decorrência disso tudo, meu setembro tem sido melhor este ano. Pois descobri que a única pessoa que precisa estar presente sou eu. A única pessoa que precisa ser forte sou eu, ninguém precisa segurar as pontas por mim.
    Claro que não estou perfeitamente bem e nem pulando de felicidade. Apesar de ter a certeza de que tenho tudo que preciso pra ser feliz, ainda sou uma pessoa com um transtorno de personalidade grave, o que faz de mim uma bomba relógio. Mas estou aprendendo a conviver bem com isso tudo. Se não há cura, tem que haver uma boa convivência entre mim e a doença. E estou aprendendo a lidar melhor com isso.
     Espero que todos que passam pela mesma situação que eu, possam aprender tudo que aprendi com o transtorno. Ele deve servir como experiência de vida. Deve servir para nos ajudar a crescer como pessoas, a nos tornar mais maduros. Jamais deve servir para nos derrubar. Vamos ser fortes e seguir sempre em frente.