sábado, 22 de junho de 2013

Sem pele

    Estou bastante satisfeita com a estabilidade que consegui alcançar de um ano pra cá. Mesmo sem medicação e terapia, tenho me mantido bem. E apesar do inverno que me deixa mal, a depressão não chegou com tudo desta vez.
    Tenho me esforçado muito e feito de tudo pra manter a mente bem ocupada. Isso inclui exercício físico, trabalho voluntário, cuidado e convivência com os meus bichos, cuidado com a mente, entre outros.
     Nas piores fases, eu sempre disse que gostaria de encontrar uma ilusão na qual acreditar. Então, eu encontrei. Tenho estudado bastante sobre espiritualidade e trabalhado em casa espírita. Isso me fez ver de perto o quanto existem pessoas em situações bem piores que a minha. E de certa forma, me ajudou muito. Sem falar que, mesmo não tendo certeza de nada, encontrei minha ilusão.
    O grande problema pra mim, o maior de todos e o que não vejo nenhum sinal de melhora, é a questão da frustração. Eu não sei como reagir diante de situações que me causam incômodo. Quando algo ou alguém me decepcionam, minha primeira e única atitude é repelir. Seja quem for, em qual situação for. Se eu me sentir incomodada com algo, não consigo conviver mais com a situação.
    Hoje mesmo, passei parte da madrugada acordada, pelo fato de o meu cachorro não estar muito bem de saúde. Eu deveria saber lidar melhor com a situação, mas não sei. Fico extremamente triste, preocupada, mal-humorada, apreensiva. Me fecho dentro de mim mesma e acabo não sabendo que atitude tomar. A confusão mental, muitas vezes me impede de pensar melhor sobre como agir.
    Estou melhor em quase todos os sintomas, mas este em especial me incomoda bastante. Principalmente por não haver expectativa de melhora. Sinto bastante medo de não saber como conviver com problemas maiores.
     A única coisa certa nesta vida, é que cedo ou tarde teremos de enfrentar problemas mais graves. Infelizmente não tenho nenhum suporte emocional pra isso. Nessas horas sinto como se não tivesse pele ou como se estivesse do avesso. Talvez por causa dos traumas, dos problemas que tive que enfrentar ainda tão jovem. Não sei exatamente quais são as causas, o que sei é que neste sentido ainda sou fraca. Me sinto uma criança desprotegida. E isso me preocupa muito.

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