Meu maior desejo pra 2012...que o mundo realmente acabe. Que exploda logo e vire tudo fumaça. Vai acabar, uma hora tem que acabar. Do mesmo jeito que começou e que os dinossauros foram extintos, que seja extinta a raça humana.
O maior dos problemas, o homem. Acho que o mundo começou a ser morto aos poucos a partir do momento em que o ser humano surgiu. Estou triste, decepcionada. Não apenas com a minha vida, com a minha mente doentia e com tudo à minha volta. Estou realmente muito decepcionada com as pessoas em geral. Incompreensivas, críticas, cruéis.
É só minha opinião, baseada apenas naquilo que sinto na minha minha vida, mas acredito que o causador de todos esses transtornos psicológicos e de toda essa dor, seja o ser humano. Aquele que aponta, que magoa, que ilude. Aquele que destrói cada traço de esperança.
Segundo os médicos, eu sinto mais do que deveria, eu crio situações, aumento as coisas. Popularmente "faço tempestade em copo d'água." Mas pensando bem, não acho que seja isso. Acho apenas, que consigo analisar pequenos detalhes, aqueles em que a maioria das pessoas fazem vista grossa. Eu paro e penso, sobre cada detalhe. Atenciosamente a cada detalhe. E tiro conclusões bem precisas de cada coisa. Talvez a minha reação seja exagerada. Mas tudo aquilo que aponto, tem sim um fundo de verdade. A diferença entre mim e outras pessoas, é que as outras se calam e eu jogo tudo pra fora, com a mesma forma que as emoções pulsam nas minhas veias. Com a mesma velocidade que o meu coração bate. Com a mesma força que faz meu corpo tremer. Não sei controlar nada disto. As emoções simplesmente saem, com a mesma facilidade de uma gota de suor durante uma longa corrida. Não existe uma forma de controlar, é tão natural quanto respirar. Faz tão parte de mim quanto meus olhos ou o toque da minha pele. Sou eu.
Me sinto como se tivesse descido na parada de ônibus errada. Ou se preferirem, peguei um trem e desci numa estação de uma cidade desconhecida e completamente alheia a mim. Estranha, confusa. Onde não me encaixo e nem sei viver como os demais. Apenas vivo.
Vivo porque sou covarde o suficiente pra não conseguir pegar o trem que me leve de volta pro lugar de onde eu saí. Mesmo que este lugar, só exista em meus sonhos.
Tenho sido forte há muito tempo, pra mim pareceu uma eternidade, mas sei que existem pessoas que enfrentam isso ha muito mais tempo do que eu, passando por situações bem piores do que as que eu passei e continuam tentando. Então, como posso desistir?
Só quero que as coisas mudem, que a dor deixe de existir, pra mim e pros outros seres. E infelizmente pra isso acontecer, é preciso de verdade, que o mundo se exploda. que tudo volte a ser apenas, poeira das estrelas.

Nossa, texto forte! Gostei da analogia com uma estação de trem numa cidade desconhecida. Tb me sinto assim, deslocada, muitas vezes! Para não dizer o tempo todo!
ResponderExcluirBjs.