segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Dia ruim

    Fico me perguntando se algum dia vou conseguir ficar bem de verdade. Sei que tenho uma vida maravilhosa, apesar de não ser perfeita mas não acredito numa melhora duradoura. Posso passar meses supostamente bem ou pelo menos controlando os sintomas, mas sempre há o dia em que eu explodo e todos aqueles sentimentos horríveis voltam. Não há o que se faça.
    Fico triste em assumir, mas a verdade é que não conheço um border que tenha conseguido conquistar o equilíbrio definitivamente. Passamos algum tempo bem, mas sempre acabamos voltando a estaca 0. É desanimador ver as pessoas voltarem a se sentir mal. E mais desanimador ver que por mais que eu me esforce, sempre acabo voltando a explodir por alguma situação que não valha a pena.
     Qual o motivo de haver um descontrole tão grande com relação a raiva? Não faço a mínima ideia, mas é assim que me sinto. Se me sentir contrariada ou irritada, por menor que seja o motivo, eu não consigo digerir isso na minha mente e preciso exteriorizar a raiva de alguma forma, nesse momento me sinto fragilizada demais e um simples olhar de reprovação me faz virar uma verdadeira bomba atômica.
      Com certeza dói no outro, mas depois dói muito mais em mim, que me machuco e me sinto inútil. Não sei se é assim com vocês, mas eu gostaria de jamais ter existido, pois sou inútil e fraca o suficiente pra não conseguir terminar com a minha vida, por medo de magoar ainda mais as pessoas que já sofreram a vida toda por me suportar. Não quero magoar aqueles que já depositaram ou ainda depositam alguma esperança em mim.
     Quanto ao amor, não espero mais o amor de ninguém. Tenho plena consciência de que algumas pessoas apenas me suportam e ficar felizes em me ver pelas costas. Mas há o apego, há a conveniência... Algumas pessoas suportam a minha presença por não haver outra opção. Certamente no fundo elas me odeiam e me culpam por tudo que dá errado.
     Não acredito mais no amor de maneira nenhuma, exceto no amor animal. Acredito que as pessoas mal saibam o significado do amor, e acho que eu também não sei, talvez por nunca tê-lo sentido de verdade. Pra mim esse amor fantasiado pela mídia, o mesmo que os outros querem nos fazer acreditar que existe, não passa de conto de fadas pra gente não morrer de tédio com a realidade.
     Como meio que acredito na espiritualidade, nesse sentido acho que nascemos com o intuito de ser fortes e suportarmos a nós mesmos. Precisamos viver com o amontoado de sentimentos ruins que nos foram dados e suportar até o fim. Que fim? Certamente um fim trágico, num quarto quente de hospital, seja agora ou daqui a 70 anos, é o que nos espera. Romance? O romance fica pros nossos sonhos, ou pra não acharmos os filmes românticos tão patéticos e não detestarmos tudo aquilo que lembre o amor. 
    Acho que já superei a fase de passar dias me sentindo um lixo. Essa é a parte boa do humor oscilante. Estava me sentindo um lixo, mas também sei que isso não vai mudar o que eu sou. Então, já que precisamos continuar, vamos em frente.
     Ainda me preocupo com o futuro, pois não sei o que será de mim. Só sei que decidi não ter filhos, pois não me acho suficientemente capaz de cuidar de uma criança, que exige atenção o tempo inteiro. Mal sei cuidar de mim. Também tenho pavor e não quero ser uma dessas mães chatas e depressivas que ficam mendigando atenção dos filhos e usando os problemas psiquiátricos pra os forçarem a fazer suas vontades. Já fiz isso demais com os namorados, famílias e etc..., não quero nem suportar a ideia de fazer o mesmo com o ser que seria o mais amado do universo pra mim. Sinto muito, mas não sou capaz de ser mãe.
     Me sinto menos mal por nunca ter idealizado muito esse sonho que algumas mulheres têm de casar na igreja ou fazer toda aquela cerimônia inútil que só serve pra aparecer e alimentar o ego. Acho que desde a minha primeira decepção, já percebi que isso era bobagem. Mais ainda hoje que sou muito mais crítica. Vender a imagem de "amor eterno" é bastante lucrativo pra um bocado de pessoas. Apenas isso.
     Acho importante até certo ponto a presença de um companheiro pra que ambos se ajudem a evoluir como espíritos. Mais nada.
     Bom, temos apenas duas opções. Desistir ou lutar. Sou tão chata, tão irritante, tão teimosa, tão insistente, que não vejo outra alternativa a não ser lutar. Não vou dar a essas pessoa que querem se ver livres de mim o gosto de conseguirem o que querem. Vão ter que continuar fingindo que adoram e dançando conforme a minha música. 
      

















     

sábado, 1 de dezembro de 2012

Atualização

    Após quase 2 meses sem notícias, lá vamos as atualizações...
    Como já era visto, precisei fechar a loja. A sala comercial locada era realmente dificílima de ser encontrada e precisariam de anos de trabalho pra que a mesma se tornasse conhecida, e a grana não possibilitou tal investimento. Os meses de locação me renderam bons rombos na conta bancária, sem falar que de lá não ganhei 1 real.
     Graças à Krishna, não me abalei com o fato. A administração estava me deixando bastante estressada, sem falar que o lugar me fazia ficar depressiva. Estava voltando à estaca zero. Decidimos fechar a loja de um dia pro outro e não poderia ter sido diferente. Não havia a menor chance de continuar. O bom senso é essencial nesses casos e de nada me adiantaria manter um negócio que vai mal apenas por orgulho.
     Ao contrário do que eu imaginava, não me senti mal, mas sim aliviada. Tive como sempre, um apoio enorme da família, apesar de ter sido abandonada por pessoas que considerava amigos no momento em que mais precisei, simplesmente pelo fato de eu não estar presente fazendo suas vontades, como de costume. Precisei de um tempo pra colocar as coisas em dia e algumas pessoas não entenderam. O que não for bom, não merece espaço na minha vida então...que assim seja!
     Como a loja estava tomando todo meu tempo, dedicação, sono, equilíbrio e tudo mais, a partir do momento em que consegui me reequilibrar, fiquei ótima. Pude fazer minhas vendas via web e pessoalmente pra pessoas que solicitam e toda renda é minha, nada de aluguel.
     Recentemente voltei ao meu trabalho e free lancer como esteticista de animais e ganho suficiente pra me manter e compras tudo de que necessito e o que não necessito tanto também!
     O segredo da minha felicidade, sempre foi fazer o que me deixa melhor, e não o que vai me proporcionar mais status ou qualquer caralhada dessas.
     Jamais conseguiria me mentar bem em um trabalho integral, por isso os recuso. Jamais conseguiria me manter bem cursando uma faculdade. Tive imensas dificuldades de concluir o ensino fundamental, não por falta de interesse ou inteligência, mas por falta de paciência com as pessoas. Meu ensino fundamental foi, infância e vida em geral foram extremamente conturbados desde sempre. Isso incluindo mãe sendo chamada na escola, briga com professores, diretores, etc...
     O ensino médio que concluí há um ano atrás, depois de 7 anos sem estudar não poderia ser diferente, tive um puta arranca rabo com o pessoal da escola e quase fui expulsa. Isso com 23 anos de idade.
      Tenho plena consciência de que dificilmente irei conseguir me relacionar com as pessoas, é minha maior dificuldade. Portanto, manter-me presa à qualquer coisa que seja uma obrigatoriedade me cansa, me suga, me deprime, me estressa. Evito ao máximo esse tipo de situação.
      Cultivo raros amigos que sobreviveram aos anos, ao meu caos e suportam tudo aquilo que sou sem me deixar de lado. Minha família sempre me suportou e me deu todo apoio de que precisei pra sobreviver, apesar de toda confusão que sempre foi a minha vida. Meu agora namorido, há 3 anos convivendo comigo, aprendeu a me respeitar e aceitar aquilo que sou. Não poderia ter uma vida melhor, mesmo sendo emocionalmente instável.
        Apesar de não concordar com seguimento de doutrinas, e apesar de me considerar espiritualista livre, o centro espírita que frequento me dá um apoio imenso, mesmo quando não peço ou não acho que necessito. O trabalho voluntário em si, é o que move a minha vida. É nele que canalizo toda minha energia, toda minha explosividade. Sem falar que sinto uma energia ótima no local, que combina perfeitamente com a minha. Aos sábados à tarde ocorre uma espécie de terapia em grupo, que é chamada de estudo, mas é mais um encontro onde trocamos experiências e nos apoiamos.
       Não estou fazendo terapia, nem tomando medicação além de um fitoterápico excelente que tomo antes de dormir pra melhorar a qualidade do sono. Mas participo dessa terapia em grupo que pra mim está sendo muito mais produtiva e empolgante do que pagar pra um cara me ouvir falar por 30 minutos e me pedir pra sair assim que os minutos contabilizados por ele no seu relógio de pulso expiram.
       Voltei a praticar corrida, ao ar livre, é claro. Nada melhor do que correr sentindo o vento bater no rosto, nos cabelos esvoaçantes, enquanto sinto o cheiro das árvores e o calor do sol que vez ou outra escapa por entre as folhas. A sensação é de liberdade, tranquilidade, paz. O contato com a natureza reenergiza, reequilibra, encanta. Costumo praticar esse exercício longe das pessoas, longe de tudo. Apenas a natureza.
       A Yoga, recomendo a todos e dou graças por ter a oportunidade de praticar. É simplesmente encantador e me mantêm equilibrada e tranquila.
       É meio óbvio que eu não estou 100%. Tenho consciência de que aos pouquinhos é que se muda. Estou me recuperando. Lógico que ainda tenho minhas crises de medo intenso, raiva, explosão, gritos, brigas, crises de ansiedade, insônia, irritabilidade, mau humor matinal e a maldita mania de persuadir e tentar manipular a vida do meu companheiro, entre outros problemas. Porém, estou muito melhor. E acredito que  a melhora será progressiva, mas verdadeira.
      Se pudesse dar um conselho profissional, este seria: Mergulhem de cabeça naquilo que os faz sentir-se melhor. Se nada fizer, aguardem com tranquilidade a hora certa e toquem o foda-se pra sociedade que exige que a gente se foda, mas com classe. Toquem o foda-se pra gente que acha que posição social define caráter. Façam o melhor pra vocês, sem se importar com opinião alheia. Profissão de verdade é a que os faz sentir-se bem, seja ela qual for.
     O que aprendi com a experiência da loja foi que, estou pouco me fodendo pra opinião alheia mais do que imaginava. As pessoas (as mais importantes) estavam orgulhosas pelo fato de eu ter montado uma loja, mas eu não estava feliz. Estou feliz com o que consegui de melhor, como diria meu terapeuta, "cachorreando por aí", mas fazendo isso com o MEU trabalho, com a minha capacidade, com o meu dinheiro, e não com o dinheiro dos meus pais, como ele queria que eu fizesse (pra fazer faculdade e bla bla bla). Sou feliz me virando, conquistando as minhas coisas por mim mesma e não com o suor dos meus pais, ou enchendo o namorido de dívidas pra manter uma porcaria de negócio falido. Isso é estar realizado profissionalmente pra mim, o que os outros pensam é bobagem.
     Volto pras considerações de fim de ano.
     

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

As boas novas.

    Vamos as novidades então... Setembro acabou!!! \o/ E agora tenho 1 ano em paz. Até chegar o próximo e eu entrar em pânico de novo. Bom, meu aniversário passou e não foi tão ruim. Melhor que todos os últimos com certeza. E por incrível que pareça, não fiquei de mau humor. Exceto por algumas incomodações do dia a dia.
     Agora é torcer pra que o natal e todas essas datas chatas, sigam o exemplo e sejam menos ruins que nos últimos anos.
     Então, como sempre tive problemas com emprego, com ter que conviver com pessoas diariamente e precisar cumprir ordens e ter esse tipo de responsabilidade, consegui abrir uma pequena loja e estou trabalhando sozinha, o que facilita muito a minha vida. Até aí, tudo mais que perfeito, apesar de toda burocracia que quase me enlouqueceu de início.
     O meu problema com a loja é que está mais parada que água de poço. A sala comercial fica numa galeria, com pouco fluxo de pessoas, apesar de estar localizada em uma das ruas mais movimentadas da cidade, parece que ninguém sabe da existência da tal galeria. Isso tem me deixado bastante preocupada, pois necessito pagar aluguel e tudo mais. Então, torçam por mim.
    No mais, o convívio com gente chata do caralho, sempre me incomoda. Mas faz parte. Minha paciência é bem limitada e enquanto ela dura, beleza, logo mais ela acaba e já mando mais meia dúzia de pessoas pra puta que pariu. Quanto menos gente me enchendo o saco, melhor! Evito ao máximo dar satisfação, ter responsabilidades e assumir compromissos, pois nunca sei se vou conseguir cumprir, ou até onde vai minha capacidade de realizar algumas tarefas.
     Sinto-me novamente "surtada", sentindo falta do psiquiatra e da medicação que me amansava, porém, não sinto a mínima falta do ganho de peso durante o tratamento, e nem das crises de abstinência terríveis, de quando resolvi parar. Por isso pretendo continuar firme na minha teimosia, e viver minha loucura intensamente, até que nem eu mesma possa me suportar, e não estou longe disso.
     Sinto uma espécie de sono e sensação de irrealidade, como se estivesse o tempo inteiro sonhando. Não me sinto confortável no momento atual, como se as coisas fossem mudar rapidamente. É um medo estranho, meio sem sentido. Acredito que seja em decorrência de eu ter passado um bom tempo só no quarto, evitando transtornos, evitando pessoas, evitando conversas e apenas vivendo. Mas também me sentia inútil fazendo isso e dependendo dos outros. Agora por mais que eu mal esteja ganhando pra pagar o aluguel, pelo menos sei que estou tentando, estou me esforçando. Só preciso de paciência pra aprender a viver nesse mundo idiota, já que não sou corajosa o suficiente pra fugir daqui.
     Final de semana de pagamento, então terei mais trabalho na loja (assim espero), mas antes disso vou ter novamente a honra de encontrar minha querida Verônika, que conheci através dos blogs e tive o privilégio de conhecer pessoalmente. Por mais que seja 1 horinha que vamos poder nos ver, já salvou minha semana! Vou tentar fazer alguma foto, que não mostre nossos rostos, mas que simbolize o encontro e postar por aqui.
     Desejo um ótimo final de semana pros poucos queridos que leem o blog, e espero que fiquem bem, na medida do possível.

   

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

     Ainda que continue sendo mais tranquilo do que nos anos passados, a crise de setembro chegou com tudo. Não teve jeito, por mais que eu tente ser forte. Eu odeio saber que passou mais um ano e eu continuo a mesma de sempre.
    Por mais que eu tente e me esforce pra parecer forte e tente provar isso pra mim mesma, a verdade é que eu não sou e nunca fui. Eu detesto o fato de ter nascido e eu morro de medo de tudo.
    Quanto mais os anos passam, mais medo eu tenho de como vai ser daqui pra frente. Eu tenho tanto cabeça quanto coração, muito fracos. Eu morro de dó de tudo e de todos e não posso nem pensar na hipótese de perder as pessoas que eu amo, e meus 11 anjinhos animais, que são o que me mantêm firme.
    Eu não tenho a mínima capacidade de lidar com problemas, sejam eles de qualquer gênero. Eu não tenho paciência pra isso. Qualquer contratempo me assusta e me faz querer sair correndo até voltar a ser uma criança, que quando ficava com medo corria pra cama dos pais e podia se sentir segura.
    Hoje jamais poderia me esconder na cama deles, e nem sequer durmo na mesma casa. Durmo com meus bichinhos, que são os únicos que me suportam e me amam, apesar de todas as minhas manias.
    Só fico pensando em como eu queria ser uma idiota dessas que eu costumo criticar. Uma babaca egoísta que só pensa em exibir a própria imagem e é feliz assim, sendo uma inútil se achando gostosa. Por mais ridículo que isso seja, essa gente de pouca mentalidade, poucos princípios e inteligência curta, consegue ser feliz sendo babaca. E eu não consigo ser feliz por odiar o mundo do jeito que ele é.
     Como eu queria um pouco mais de ignorância e egoísmo. Queria poder pensar "não é comigo, que se foda". Mas eu não consigo olhar pra uma injustiça e simplesmente ignorar. Eu sinto a dor de quem sofre, seja ele o que for. E sinto mais ainda a minha dor, o meu medo, a minha fraqueza. Pago caro por ter um coração de açúcar.
     Não sei mais em quê acredito. Mas se houver continuidade e minha consciência continuar existindo, após  o corpo morrer, só sei que vou sentir falta de tudo que eu amei, eternamente. Não acho que isso seja nenhuma dádiva. Acho um terror. Só queria que tudo acabasse.








segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Setembro de 2012

   

    Setembro é o mês do meu aniversário e geralmente é um dos meses mais depressivos do ano pra mim, se não o mais. Seguido dos meses de inverno e dias chuvosos.
    Esse mês sempre me deixou triste, desde a infância. Lembro que eu até evitava ir pra escola no dia do meu aniversário, e se fosse, tentava passar horas no banheiro. O dia do meu aniversário e os dias que o antecedem, sempre me fizeram chorar. Não sei explicar ao certo o motivo da tristeza, mas ela é real e muito forte.
    Acredito que eu sempre esperei ser tratada diferente nesse dia, sempre quis que alguém me dissesse que eu era especial, e isso aconteceu poucas vezes. Como se o tempo não passasse todos os dias, especificamente no dia do meu aniversário eu me sinto mais próxima dos meus medos. Me sinto mais próxima das responsabilidades futuras, mais próxima de perder meus pais, minha família toda e ser uma velha rancorosa.
    Neste ano, as coisas não estão nem de longe, como estavam nos anos passados. Estou bem, apesar de estar constantemente lutando contra as oscilações de humor e a depressão que teima em aparecer. Mas claro que comparado ao ano passado, que me vi no fundo do poço, totalmente sem esperanças, desta vez estou muito melhor.
    Aprendi que não devemos depositar confiança ou colocar a nossa felicidade nas mãos de outras pessoas. Não importa se ou ou não especial pra alguém, isso não deve governar a minha vida. Eu devo ser especial pra mim mesma e me preocupar em estar bem comigo, antes de qualquer outra coisa.
    Não sou mais escrava de amor alheio por mim, pois era isso que eu era. Pra estar bem, eu necessitava que alguém estivesse o tempo inteiro declarando amor eterno por mim. Lembro que por várias vezes perguntei aos meus ex e atual namorado, o que eles fariam se eu morresse. E se eles ousassem pensar, eu já me sentia o pior dos seres humanos. Pois eu queria que imediatamente, ouvir que eles não viveriam sem mim.
     Fui uma egoísta a maior parte da minha vida, no sentido amoroso. Sempre quis ser mais amada, pra depois amar. Sempre quis ser "a vida" de alguém. O que eu não entendia é que isso não existe. Ninguém pode ser a vida de ninguém. Somos seres individuais, e é cada um por si. Enquanto desejarmos que os outros nos façam sentir-nos especiais, não seremos felizes.
     Na verdade também acho que a pura felicidade não existe. Existem momentos bons e momentos ruins na vida da gente. Ninguém é totalmente feliz o tempo todo. E estar triste, não quer dizer que não podemos sorrir as vezes.
     Então, em decorrência disso tudo, meu setembro tem sido melhor este ano. Pois descobri que a única pessoa que precisa estar presente sou eu. A única pessoa que precisa ser forte sou eu, ninguém precisa segurar as pontas por mim.
    Claro que não estou perfeitamente bem e nem pulando de felicidade. Apesar de ter a certeza de que tenho tudo que preciso pra ser feliz, ainda sou uma pessoa com um transtorno de personalidade grave, o que faz de mim uma bomba relógio. Mas estou aprendendo a conviver bem com isso tudo. Se não há cura, tem que haver uma boa convivência entre mim e a doença. E estou aprendendo a lidar melhor com isso.
     Espero que todos que passam pela mesma situação que eu, possam aprender tudo que aprendi com o transtorno. Ele deve servir como experiência de vida. Deve servir para nos ajudar a crescer como pessoas, a nos tornar mais maduros. Jamais deve servir para nos derrubar. Vamos ser fortes e seguir sempre em frente.




sábado, 28 de julho de 2012

Um mês e pouquinho sem postar nada. Continuo seguindo a ideia de que quanto mais longe eu me mantenho de tudo, mais eu esqueço que sou uma eterna doente mental que sente tudo à flor da pele e não consegue guardar nada daquilo que machuca.
No último post, eu citei que iria encontrar a Verônika. Fui, com o coração na mão esperei ela desembarcar do ônibus que a trouxe da cidade da mãe dela até a minha. Reconheci o olhar logo de cara e adorei conhecê-la. Ela me achou um anão de jardim e eu adorei passar aquelas poucas horinhas com ela. Pudemos nos abraçar e sentir que todo aquele apoio via web era real. Espero poder reencontrá-la em breve.
No último mês estive bem, em partes. Mas a explosividade sempre aparece e isso me deixa muito triste. Gostaria de poder controlar a minha raiva, mas as explosões são cada vez piores. Não surto mais comigo mesma. Não me corto há meses. Mas desconto das portas, paredes, armários, e choro mais do que nunca.
O mau humor matinal não me deixa em paz. Acordo todos os dias me sentindo mal e sem poder pronunciar uma palavra com ninguém. Me sinto um lixo de ser humano. Meus esforços pra ajudar aqueles que eu sinto pena, me deixam imensamente feliz, mas não mudam aquilo que eu sou, uma retardada que não consegue se controlar, que não sabe impor limites aos sentimentos.
Não sei se existe um ser humano completamente sensato nesse mundo, se existisse,gostaria de ser um deles.

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Hoje....

    10 dias na casa nova e até que me sinto bem. Ou pelo menos, bem melhor do que o esperado! Estou tranquila, dormindo razoavelmente bem e com o humor controlado, apesar de ainda ter aqueles dias em que nada me faz ficar animada.
    Continuo meu trabalho com os animais e também com o centro espírita, ajudando os necessitados. O trabalho remunerado também continua tranquilo. Mas vou umas 2 vezes na semana.
    Não estou recusando convites de amigos e nem me escondendo de tudo. Na verdade tenho que esforçado ao máximo pra não ficar muito tempo sozinha ou na mesma rotina.
    Hoje alguém muito especial está vindo me visitar. Está a caminho neste exato momento. A Verônika, que conheci através dos blogs. A mãe dela é daqui da região e ela vai passar um tempinho por aqui. Espero poder aproveitar bastante! Estou ansiosa e feliz!
    Parte ruim dos últimos dias...Estou largando o remédio novamente, desta vez tem sido mais tranquilo. Não estou com tantas crises de abstinência, nem posso comparar com a outra vez em que tentei. O humor não fica lá essas coisas e pra ajudar, voltei a beber com frequência. Claro que nada em exagero, mas ainda assim, é chato. Mas é o único jeito. É o jeito que tenho pra esquecer as paranoias e tentar melhorar.
     Enfim, tudo sob controle. Agora é ter força pra seguir buscando a melhora!

sábado, 9 de junho de 2012

Mudança de casa e momento atual

    Então, mudei de casa. Estou instalada na casa do meu namorado. Só ele, eu, os 3 cães e 8 gatos. Tudo na mais santa paz até agora, apesar da correria que foi essa semana. Ele tem sido bem compreensivo e também, tem me ajudado bastante.
    A primeira noite na nova casa foi bem estranho. Dormi super mal, me senti mal, pensei em tudo e chorei. Nos dias seguintes, tomei medicação pra dormir e fiquei tranquilo o dia todo. Tive dias puxados no trabalho e em casa, então, me distraí bastante.
    Voltei a tocar. Os ensaios também distraem bastante e me fazem super bem. A música é algo que recomendo à todos. Ouvir ou fazer música, é algo mágico.
    Na nova casa tenho um quarto só pra mim. Moramos na mesma casa, mas cada um tem o seu quarto. Assim preservamos nossa privacidade, as manias e horários de cada um.
    Tenho feito o possível e o impossível pra manter meus dias ocupados. A distração evita que eu pare pra pensar sobre as coisas. Por enquanto essa é a melhor forma de me manter bem.
    O frio por aqui está super intenso. As manhãs com temperaturas ou sensações térmicas negativas, e o restante dos dias, com temperaturas ainda bem baixas. Apesar do frio, os dias têm sido ensolarados, o quê me mantêm mais animada.
    Espero que continue assim, me saí melhor do que o esperado.

sábado, 2 de junho de 2012

Stand the rain

    Não entendo, mas me sinto muito pior nos dias frios e chuvosos. O verão foi ótimo pra mim. Me senti bem e aproveitei bastante. Mas junho chegou, e o inverno no Rio grande do Sul não é nada agradável.
    Me sinto bastante triste nesses dias, e o inverno nem começou. E isso vai até setembro, em alguns anos. Agosto normalmente é chuvoso e entediante. Além dos dias em si, me deixarem mais pra baixo, fico triste por pensar nas pessoas e nos animais, que são obrigados a enfrentar as madrugadas geladas, com pouca ou nenhuma proteção. Penso muito neles.
    Estou de mudança, logo agora, pior época que poderia escolher. Mas já ta feito. Parte das coisas já estão na casa nova e a única coisa que ta faltando é animo. Medo e tristeza por ter de deixar a vida de criança no passado, não faltam. 
    De certa forma, por mais que eu tenha consciência de que estou com quase 24 anos e não sou uma criança, morar com os pais ainda me fazia sentir assim. Me fazia sentir mais protegida. Agora definitivamente, vai mudar. Sei que jamais poderia me separar dos meus pais. Era seguro estar ao lado deles, apesar do medo de perdê-los. Com um parceiro, por mais que tudo esteja estável e bom agora, não sei o que pode acontecer ou como ele vai ser, quando eu estiver por perto todos os dias. 
    Até agora não ouço ninguém dizer que casamento é uma coisa ótima. Só ouço as pessoas dizerem que se arrependeram, e isso me deixa com mais medo ainda. Como sempre, o medo das mudanças. Esse não deveria ser um momento feliz? Por quê pra mim tudo tem que ser tão complicado? 
    Tudo que é novo me assusta. Mas nada me assusta tanto, quanto ficar "longe" dos meus pais. Ainda me sinto uma criança que necessita de cuidados e não pode se virar sozinha. Não gosto da ideia de perder tempo de vida deles. Mas sei que cedo ou tarde, vou precisar passar por separação pior que esta. Acho que estou em pânico com isso.
    Só torço pra que a fase inicial passe logo, e que eu consiga me recuperar em breve. Vou fazer o máximo que posso pra ocupar a minha mente, não quero voltar a ficar mal como estava antes. Mas a vontade de me trancar no novo quarto e me esconder no escuro é grande.
    Hoje vou dormir na casa nova, acho que amanhã eu volto. Não consigo ir de vez e se for aos pouquinhos, acredito que seja melhor.
Alguém indicou esse vídeo no grupo do Facebook, quando eu ainda participava. Lembrei dele hoje e a letra  me descreve e deve descrever muita gente além de mim. Espero que gostem.



terça-feira, 29 de maio de 2012

Minha relação com o trabalho

    Meus relacionamentos com seres humanos nunca foram um exemplo. Se gosto de uma pessoa, sou completa dedicação, porém se não gosto, não consigo conviver e evito o máximo que posso.
    Antigamente eu depositava expectativas e confiança demais nas pessoas, a partir da primeira impressão, ou dos primeiros contatos com a mesma. Pouco tempo de convivência era suficiente pra me fazer acreditar que aquela pessoa era ótima. Mais tarde, quando começava a conhecer a pessoa mais detalhadamente, a decepção era gigantesca. Não posso dizer que mudei, mas pelo menos agora tenho consciência de que as primeiras e boas impressões, na grande maioria das vezes, são criações da minha mente, que parece não querer ver os defeitos de ninguém.
    Ainda tenho muita dificuldade em entender que seres humanos são feitos de inúmeras características. Pra mim, uma pessoa é totalmente boa, ou totalmente má. Pisar no meu calo uma única vez é suficiente pra me fazer perder a paciência e querer distância dessa pessoa pra sempre. E quando digo pra sempre, falo sério.
    No trabalho não podia ser diferente. Sei que sou exagerada, mas os chefes que eu tive foram todos processados por outros funcionários, então, não é coisa da minha cabeça. No começo tudo parece perfeito, salário combinado, bom humor, companheirismo e etc... Depois de um tempo começam os abusos, o excesso de trabalho, o curto período pra entrega dos mesmos, o mau humor matinal de ambas as partes, as grosserias, a ignorância, a completa falta de colaboração, entre outros.
     Sou muito observadora. Gosto de ser tratada bem, não suporto grosseria. É me apresentar uma grosseria, pra perder a minha simpatia. E o trabalho constante me obrigava a conviver com isso, grosseria pura todos os dias.
    Não tenho essa capacidade que as pessoas têm de seguir a mesma rotina de trabalho por 30 anos. Conviver diariamente com pessoas insuportáveis, me corroía a alma. Eram 8 horas por dia, 6 dias por semana, perdendo tempo da minha vida com pessoas chatas, que de mim, só queriam a exploração do meu trabalho, e que fosse entregue além da perfeição.
    Agora trabalho como free lance. Vou até o local de trabalho, quando há algo pra mim, pego minha grana e vou embora. Sem stress, sem rotina, sem obrigações, sem ter de aguentar desaforo, e sem ter de cumprir horário, olhando pras paredes até a hora de ir embora, enquanto o chefe cara de bunda me observa. Um alívio, um paraíso.
    Meu psiquiatra quando soube, disse que era preciso assumir responsabilidades, que eu não podia viver assim pra sempre, que eu preciso cumprir horários e seguir a mesma ladainha que todos seguem e bla bla bla. Não sei se ele tem razão. Mas o que sei, é que me encontro 1 milhão de vezes melhor agora que decidi agir dessa forma.
     A rotina me faz um mal enorme, eu me sentia sem vida. Me sentia presa naquela condição. Hoje me sinto livre, e a sensação de liberdade me faz feliz. Não preciso de muito dinheiro, não quero enriquecer. Se continuasse da forma que estava, eu ia era perder a minha vida, ou tirá-la em breve.
    Estou feliz assim. Sou feliz tendo a liberdade de ser eu mesma e de conviver com as pessoas quando estou bem pra isso e não todos os dias, por obrigação. Não me importo com o que os outros irão pensar ou dizer a respeito, só que importo com o que eu sinto. E me sinto bem assim.
     Não tenho uma profissão de glamour, não corro atrás de status, não estou preocupada em parecer a mais competente. Sou uma pessoa com sérias dificuldades de convivência, devido aos meus problemas psiquiátricos. Não vou tentar ser mais do que eu consigo, apenas pra agradar a sociedade. Tenho que saber dos meus limites e consequentemente, respeitá-los. É isso que estou fazendo, respeitando meus limites, pra que eu possa sobreviver.












segunda-feira, 28 de maio de 2012

Dando notícias....

     Nestes últimos 3 meses sem dar as caras, tenho tentado esquecer um pouco o que eu sou. Esquecer o transtorno, ler menos sobre o assunto e buscar fazer coisas novas. Funcionou! Melhorei consideravelmente. Passei bastante tempo sem derramar uma lágrima sequer. Surtei menos, briguei menos, me senti menos mal. Consegui fazer outras coisas além de me trancar no quarto e tentar esquecer que tenho uma vida.
     Me envolvi com mais trabalho voluntário e voltei a fazer meu trabalho em banho e tosa. Procurei ocupar mais meus dias, com filmes, livros, caminhadas, palestras no centro espírita...não fugi mais das amigas e voltei a vê-las e a atender o telefone. Fiz uns amigos novos, que são muito parecidos comigo (exceto na depressão), que me fazem ver o mundo de uma maneira diferente. Estou tendo mais contato com pessoas de bem, que se esforçam pra mudar a realidade triste do mundo, o que me deixa mais animada.
    O psiquiatra é realmente ótimo, e teve boa participação na minha melhora, mas, não via mais sentido em pagar pra alguém me dizer uma baboseiras durante 30 min a cada 15 dias. Eu não tinha assunto. Conversava sobre qualquer outra coisa, menos sobre o que interessa. A verdade é que não fez a mínima falta. Além de tudo, me sentia nervosa e ansiosa quando tinha de ir até lá. Parei de ir.
    Parei de tomar a medicação por umas 2 semanas e quase morri. A abstinência foi pior do que os efeitos colaterais da época em que comecei a tomar a medicação. Fiquei bem nervosa, bem ansiosa, bem pra baixo. Sentia uma espécie de choque elétrico na cabeça com frequência. Meu apetite simplesmente sumiu. Não conseguia nem beber água. Parecia que meu estômago tinha sido reduzido ao tamanho de um grão de feijão. Não conseguia ingerir nada. Comecei a tremer constantemente e sentir fortes enjoos. Foi aí que decidi voltar a tomar e fui procurar outra médica, que me deu mais umas caixas e me pediu pra ir diminuindo a quantidade aos pouquinhos. Por enquanto estou indo bem. Estou tomando meio comprimido de escitalopram de 10 mg.
     Vou mudar de cada em breve. Vou morar com o meu namorado. Ele é um doce como sempre, mas sair de perto dos meus pais, não me agrada nada. Ainda detesto mudanças e não gosto de ter de assumir que não sou mais criança, pois me sinto uma.
     Não estou muito legal, mas a tentativa continua. Se for pra continuar, que seja em boas condições. Não quero passar a vida sentindo coisas ruins. Tenho que me esforçar. E nem quero atrapalhar a vida de ninguém com as minhas neuroses. Se for pra ficar mal, que seja sozinha, num canto só meu, longe de todo mundo. Mas ficar choramingando na frente dos outros, não é a minha praia.
     Vou ajudar meu namorado com um site e uma loja virtual. Mais uma fonte de renda, e oportunidade de distração. Espero que dê certo.
     Deixei o grupo de apoio a portadores de transtorno borderline no facebook, do qual eu participava. Aquilo estava me enlouquecendo mais ainda. Apesar da proposta principal ser a troca de experiências e o apoio, as brigas e o egoísmo me deixavam triste. Aliás, estava me sentindo exposta demais, mesmo sem dar muita opinião por lá.
    Dizem que se conselho fosse bom, seria vendido, mas enfim, vou dar um conselho, mesmo que seja uma porcaria. Acho que manter-se um pouco afastado do rótulo de borderline, ajuda bastante. Achei interessante não pensar nisso. Eu acordo, tomo minha medicação e sigo o resto do dia, sem pensar no meu problema. E mesmo que os sintomas apareçam, eu tento não atribuí-los ao transtorno. Esquecer me fez um bem enorme. Recomendo que tentem fazer o mesmo. Não é fácil, mas é gratificante.
 

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Metamorfose


Nesses últimos dias ando meio fora de controle. Perdi a paciência várias vezes nos últimos 15 dias e estou me sentindo bem pra baixo. Na maior parte do tempo estou bem, mas havia tempo que não me sentia estranha assim. Andei me cortando bastante e bebendo bastante também. Tenho terapia amanhã e vou me esforçar pra parar de me ferir. Só preciso ter um pouco de paciência comigo mesma. 
Eu fujo das pessoas pra evitar magoá-las ou incomodá-las com a minha presença e toda minha confusão. Sinto estar fazendo tudo errado o tempo inteiro.
A resposta de como eu estou, varia de segundo para segundo. Cada pequeno pensamento, me faz sentir algo forte. A cada novo pensamento, surge um novo sentimento.  Cada palavra dirigida a mim, me faz sentir algo de novo. Seria tudo mais fácil se as emoções não fossem tão intensas ao ponto de fazer meu peito doer e meus olhos pararem em direção ao nada.
Sou confusa, indecisa e desastrada. Mal sei dizer se estou bem ou mal, só sei que ainda vivo. Sinto sede de vida, de intensidade, de emoção! Num instante sou água, no outro sou vinho. Esta sou eu, eterna metamorfose. 

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Novo Blog



Pessoal, numa tentativa de melhorar o blog, já que este tem me dado problemas, eu o exportei para o seguinte endereço: http://borderagnes.blogspot.com/
Vou começar a postar lá, mas ainda deixarei o link das postagens aqui! Então, desculpem a confusão e me sigam lá!
Bjs

*Meme*



Minhas contas do blogger piraram. Não recebo atualizações de alguns blogs há mais de 1 mês. Hoje abri o e-mail da Verônika onde ela me disse que está postando e eu não recebo. Perdi muitos posts, inclusive o *meme* que ganhei da Verônika ( http://transborderlines.blogspot.com). Bom, vou responder algumas perguntas, mas não vou indicar por falta de seguidores. Creio que poucas pessoas estarão lendo isto, então, não tenho uem indicar. Mas vamos lá.
01- O que mudou na sua vida m 2011?

Algumas grandes decepções. Como por exemplo, uma amiga (que eu pensava ser amiga), que eu passei a conhecer melhor depois de trabalhar pra ela e descobrir que por trás da simpatia excessiva diante dos clientes, se esconde uma pessoa mimada, egoísta, gananciosa e mesquinha. Saí do emprego. Conquistei maior estabilidade no relacionamento amoroso. Conheci pessoas novas. Comecei finalmente o tratamento pra TPB. Virei vegana. Entrei pra um grupo ativista pelos direitos dos animais.

02- O que mudou com relação à Ana ou a Mia?

Não sofro de anorexia, nem bulimia.

03- Conte um fato pessoal que te marcou em 2011.

Acredito que a transição pro veganismo foi um fato que me marcou bastante. Era uma coisa que eu sempre quis fazer, mas não tomava iniciativa. Durante um churrasco de domingo, em casa, senti o gosto do sangue da carne e simplesmente percebi que aquilo não fazia sentido. O que eu estava comendo era um animal, como tantos outros que eu defendo fervorosamente. Foi o último pedaço de animal que comi.

04- Conte um fato nacional ou mundial que te marcou em 2011.

Os diversos casos de maus tratos contra animais ocorridos no Brasil e no mundo. O caso do yorkshire espancado até a morte, o caso do cão arrastado pelo asfalto pelo próprio dono, o cão enterrado vivo, entre outros. Internacionalmente o terremoto seguido de tsunami no Japão me chocou bastante.

05- De que filme você mais gostou?

Borderline- Além dos limites e Um parto de viagem, que eu ri descontroladamente no cinema, quando fui ver, como não ria há muito tempo. 

06- Leu algum livro que te fez sonhar ou ver "além"?

Li muito em 2011. Os livros sobre Wicca e os do Osho me fizeram ver além. A biografia do Ozzy Osbourne fez eu me sentir dentro da história dele.

07- Realizou algum sonho, ou teve algum novo?

Realizei o sonho de poder resgatas alguns gatinhos de rua, dos quais eu cuidava e agora estão são e salvos na casa do meu namorado sob os cuidados dedicados dele. Realizei o sonho de ter novamente um cachorro. E de não precisar comparecer todos finais de semana na casa dos meus sogros. Já que o meu namorado foi morar sozinho.

08- Escreva uma música, um trecho, uma frase, um poema, qualquer coisa que resuma eu 2011.

" Segui o caminho errado, uma ou duas vezes. Cavei até conseguir sair. Sangue e fogo. Decisões ruins, tudo bem. Bem vindo à minha vida boba.
Maltratada, deslocada, mal compreendida, sabichona, ta tudo bem, mas isso não me parou. Errada, sempre em dúvida, subestimada. Olha, eu ainda estou aqui! (...)" 
A letra inteira de Fuckin' Perfect, da Pink.

09- Você fez novos amigos (as)?

Fiz vários amigos virtuais, que são indiscutivelmente mais presentes e me apoiam muito mais do que muitos amigos "reais". São muito mais amigos, do que qualquer outro amigo. Fiz também amigos que pensam muito parecido comigo, pessoas de mente aberta, que admiro cada vez mais. E uma muito especial, que conheci durante a tentativa de terminar o ensino médio, que é uma fofa. Também me reaproximei de alguns amigos do passado.

10- Você brigou com alguém?

Perdi a conta. Com muitas pessoas...

11- Você deixou de fazer algo pela Ana?

Não sofro de anorexia.

12- O que te faz chorar?

Me sentir desprezada, rejeitada e injustiçada. Querer ajudar pessoas e animais e não poder. Sentir a dor do próximo. Me sentir inútil.

13- O que te faz sorrir?

Meu namorado, que aguenta poucas e boas por minha causa e permanece bem humorado e paciente. Minha família, quando não está me criticando. Animais SEMPRE me fazem sorrir como uma criança. Momentos de euforia, fico tão feliz por não estar me sentindo um lixo, que fico sorrindo o tempo todo.

14- Algo que você não contou pra ninguém.

Não lembro de nada que eu não tenha contado. Mas também não ia ser agora a hora de contar, kkkkkk.

15- Alguma descoberta?

Que viver sem contribuir pra dor e sofrimento alheios, é muito gratificante. Descobri que comer de consciência tranquila, é muito mais gostoso.

16- Você venceu algum obstáculo na sua vida?


Adormeci muitos dias chorando e desejando não acordar. No entanto acordei e tive que seguir em frente. Acho que não foi apenas um obstáculo, mas vários obstáculos por dia. Cada novo dia na minha vida, é uma vitória.

17- Conte algo estranho ou anormal que você viu ou presenciou em 2011.


Não lembro de ter presenciado nada, mas vi num blog um post sobre um restaurante na China, onde os homens pagam horrores pra consumir sopa de feto humano. Achei a maior bizarrice.

18- Qual seu principal plano pra 2012?


Cuidar da minha saúde mental. Me esforçar no tratamento, pra que eu possa melhorar. Continuar firme e forte com o grupo ativista e me dedicar bastante à causa. Gostaria de escrever um livro, se eu soubesse escrever melhor. Estudar fotografia e treinar bastante nessa área.

19- Se a resposta acima foi "emagrecer", fale outro plano.
  
A resposta acima não foi "emagrecer", mas pretendo seguir com minhas caminhas e corridas pelas ruas da cidade. Mas o objetivo principal é a saúde mental e física, não o corpo.

20- Deixe uma mensagem de "Ano Novo" para quem te indicou o selinho.


Amada Verônika... que cada dia deste novo ano seja repleto de novas conquistas, energia positiva e força pra seguires em frente. Que este seja o melhor ano da tua vida até agora e que continues fazendo parte da minha vida! Que cada novo plano teu, seja realizado com ânimo e dedicação. E que tua saúde seja perfeita e motivo de muita felicidade pra ti. Te adoro muito e estarei sempre disposta a te apoiar! Bjs...bjs...bjs...















  

*Meme*

Minhas contas do blogger piraram. Não recebo atualizações de alguns blogs há mais de 1 mês. Hoje abri o e-mail da Verônika onde ela me disse que está postando e eu não recebo. Perdi muitos posts, inclusive o *meme* que ganhei da Verônika ( http://transborderlines.blogspot.com). Bom, vou responder algumas perguntas, mas não vou indicar por falta de seguidores. Creio que poucas pessoas estarão lendo isto, então, não tenho uem indicar. Mas vamos lá.
 
01- O que mudou na sua vida m 2011?

Algumas grandes decepções. Como por exemplo, uma amiga (que eu pensava ser amiga), que eu passei a conhecer melhor depois de trabalhar pra ela e descobrir que por trás da simpatia excessiva diante dos clientes, se esconde uma pessoa mimada, egoísta, gananciosa e mesquinha. Saí do emprego. Conquistei maior estabilidade no relacionamento amoroso. Conheci pessoas novas. Comecei finalmente o tratamento pra TPB. Virei vegana. Entrei pra um grupo ativista pelos direitos dos animais.

02- O que mudou com relação à Ana ou a Mia?

Não sofro de anorexia, nem bulimia.

03- Conte um fato pessoal que te marcou em 2011.

Acredito que a transição pro veganismo foi um fato que me marcou bastante. Era uma coisa que eu sempre quis fazer, mas não tomava iniciativa. Durante um churrasco de domingo, em casa, senti o gosto do sangue da carne e simplesmente percebi que aquilo não fazia sentido. O que eu estava comendo era um animal, como tantos outros que eu defendo fervorosamente. Foi o último pedaço de animal que comi.

04- Conte um fato nacional ou mundial que te marcou em 2011.

Os diversos casos de maus tratos contra animais ocorridos no Brasil e no mundo. O caso do yorkshire espancado até a morte, o caso do cão arrastado pelo asfalto pelo próprio dono, o cão enterrado vivo, entre outros. Internacionalmente o terremoto seguido de tsunami no Japão me chocou bastante.

05- De que filme você mais gostou?

Borderline- Além dos limites e Um parto de viagem, que eu ri descontroladamente no cinema, quando fui ver, como não ria há muito tempo. 

06- Leu algum livro que te fez sonhar ou ver "além"?

Li muito em 2011. Os livros sobre Wicca e os do Osho me fizeram ver além. A biografia do Ozzy Osbourne fez eu me sentir dentro da história dele.

07- Realizou algum sonho, ou teve algum novo?

Realizei o sonho de poder resgatas alguns gatinhos de rua, dos quais eu cuidava e agora estão são e salvos na casa do meu namorado sob os cuidados dedicados dele. Realizei o sonho de ter novamente um cachorro. E de não precisar comparecer todos finais de semana na casa dos meus sogros. Já que o meu namorado foi morar sozinho.

08- Escreva uma música, um trecho, uma frase, um poema, qualquer coisa que resuma eu 2011.

" Segui o caminho errado, uma ou duas vezes. Cavei até conseguir sair. Sangue e fogo. Decisões ruins, tudo bem. Bem vindo à minha vida boba.
Maltratada, deslocada, mal compreendida, sabichona, ta tudo bem, mas isso não me parou. Errada, sempre em dúvida, subestimada. Olha, eu ainda estou aqui! (...)" 
A letra inteira de Fuckin' Perfect, da Pink.

09- Você fez novos amigos (as)?

Fiz vários amigos virtuais, que são indiscutivelmente mais presentes e me apoiam muito mais do que muitos amigos "reais". São muito mais amigos, do que qualquer outro amigo. Fiz também amigos que pensam muito parecido comigo, pessoas de mente aberta, que admiro cada vez mais. E uma muito especial, que conheci durante a tentativa de terminar o ensino médio, que é uma fofa. Também me reaproximei de alguns amigos do passado.

10- Você brigou com alguém?

Perdi a conta. Com muitas pessoas...

11- Você deixou de fazer algo pela Ana?

Não sofro de anorexia.

12- O que te faz chorar?

Me sentir desprezada, rejeitada e injustiçada. Querer ajudar pessoas e animais e não poder. Sentir a dor do próximo. Me sentir inútil.

13- O que te faz sorrir?

Meu namorado, que aguenta poucas e boas por minha causa e permanece bem humorado e paciente. Minha família, quando não está me criticando. Animais SEMPRE me fazem sorrir como uma criança. Momentos de euforia, fico tão feliz por não estar me sentindo um lixo, que fico sorrindo o tempo todo.

14- Algo que você não contou pra ninguém.

Não lembro de nada que eu não tenha contado. Mas também não ia ser agora a hora de contar, kkkkkk.

15- Alguma descoberta?

Que viver sem contribuir pra dor e sofrimento alheios, é muito gratificante. Descobri que comer de consc

 










  

sábado, 7 de janeiro de 2012

Atualização...

    Ando ausente de tudo. Não consigo raciocinar direito, pra poder escrever. Gostaria de estar dando mais atenção aos amigos e pessoas que eu me importo de verdade. E não é da boca pra fora, eu realmente me importo. Mas mal ando conseguindo dar atenção a mim mesma.
    Não ligo mais pra natal, reveillon e festas parecidas. Detesto o barulho dos fogos e das pessoas aos berros comemorando pelas ruas. Passei os dois dias com o meu namorado e os cachorros, ouvindo música alta pra eles sofrerem menos com o barulho dos fogos. E claro, aproveitei pra meter o pé na jaca com belos espumantes!
     Comecei a tomar Espran há 11 dias. Senti muita dor de cabeça, ansiedade, agitação e insônia nos primeiros dias. Agora os efeitos colaterais parecem estar passando. O psiquiatra me recomendou tomar meio de manhã e meio de noite, caso os efeitos não passem.
    A terapia tem ajudado, pelo menos a entender quem eu sou. Mesmo não tendo controle sobre tudo, agora sei que muitas coisas são exageradas por mim.
    Estou mais calma, mas ao mesmo tempo mais retraída e calada. Pelo menos senti mais ânimo pra sair de casa e ir caminhar pelas ruas, coisa que eu não fazia há tempos. Estou me controlando melhor, mantendo distância de coisas que me machucam e me preservando mais.
    Infelizmente estou sem ânimo e sem inspiração pra escrever. Mas dou sinal de vida quando conseguir. Espero que estejam todos bem!