Um mês e pouquinho sem postar nada. Continuo seguindo a ideia de que quanto mais longe eu me mantenho de tudo, mais eu esqueço que sou uma eterna doente mental que sente tudo à flor da pele e não consegue guardar nada daquilo que machuca.
No último post, eu citei que iria encontrar a Verônika. Fui, com o coração na mão esperei ela desembarcar do ônibus que a trouxe da cidade da mãe dela até a minha. Reconheci o olhar logo de cara e adorei conhecê-la. Ela me achou um anão de jardim e eu adorei passar aquelas poucas horinhas com ela. Pudemos nos abraçar e sentir que todo aquele apoio via web era real. Espero poder reencontrá-la em breve.
No último mês estive bem, em partes. Mas a explosividade sempre aparece e isso me deixa muito triste. Gostaria de poder controlar a minha raiva, mas as explosões são cada vez piores. Não surto mais comigo mesma. Não me corto há meses. Mas desconto das portas, paredes, armários, e choro mais do que nunca.
O mau humor matinal não me deixa em paz. Acordo todos os dias me sentindo mal e sem poder pronunciar uma palavra com ninguém. Me sinto um lixo de ser humano. Meus esforços pra ajudar aqueles que eu sinto pena, me deixam imensamente feliz, mas não mudam aquilo que eu sou, uma retardada que não consegue se controlar, que não sabe impor limites aos sentimentos.
Não sei se existe um ser humano completamente sensato nesse mundo, se existisse,gostaria de ser um deles.
Ler o que você escreve me dá a impressão de que percebemos o mundo da mesma forma... saber que existem mais pessoas como eu me dá um certo conforto, não sei se isso é bom, afinal...
ResponderExcluirDe qualquer forma, te agradeço por ter tido coragem de se expressar!
Ah, eu não te conheço, mas tenho certeza de que você não é retardada :)